Melhor Visualização na Horizontal
No livro "50 Anos Depois", de autoria espiritual de Emmanuel e psicografia de Francisco Cândido Xavier vamos encontrar o personagem Lésio Munácio, cristão do segundo século. Uma das reencarnações de Batuíra.
Em Cinquenta Anos Depois, Emmanuel é o escravo judeu convertido ao cristianismo chamado Nestório, nascido em Éfeso no ano 131. De origem judaica, é escravizado por romanos que o conduzem ao país de sua anterior existência. Nos seus 45 anos presumíveis, mostra em seu porte um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, volta a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde a infância, é preso e, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte. Com os demais, ante o martírio, canta, de olhos postos no Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor de outrora, Lívia.
O romance, entretanto, tem como personagem principal a vida de Célia Lucius, nobre romana convertida ao cristianismo, que suporta as mais duras provas durante sua existência, tendo como pano de fundo as mudanças culturais e religiosas em Roma e seus impactos na sociedade.
Célia, expulsa de casa injustamente pelo pai, refugia-se em um monastério em Alexandria, no Egito, disfarçada como o Irmão Marinho. Ao morrer, descobrem que se tratava de uma mulher, muito abnegada e bondosa, que superou muitas injúrias, sempre com espírito cristão. Passou à história com o nome de Santa Marina, embora os detalhes de sua vida, de acordo com Emmanuel, tenham sido alterados.
Lésio Munácio é apresentado como um moço de família patrícia, inteligente, mas muito voltado ao prazer e à leviandade, símbolo de tantos jovens romanos da época que, em vez de seguir a disciplina e o esforço moral, buscavam o gozo e os caprichos fáceis.
O livro transmite que:
O tempo não apaga nossas responsabilidades espirituais; mais cedo ou mais tarde, a vida nos convida a reparar erros do passado.
O perdão e a caridade são caminhos de libertação.
Discípulos de um Mestre só
12|09|1939
1 Meus irmãos,
Que Jesus vos esclareça!
2 Com a cooperação humilde do nosso esforço em vossas reuniões, sou também um estudante humilde. A nossa diferença é a de cursos, mas na essência somos discípulos de um Mestre só. Os alunos são a mesma caravana de todos os tempos. O mestre é Jesus.
3 Estudamos há muitos séculos. Todavia, em nosso coração houve sempre volumosa pretensão e pouco mérito real. Enquanto adquirimos novos valores no Infinito, alguns companheiros buscam novas expressões de progresso espiritual que a carne lhes pode oferecer.
4 Não sou extenso em erudição, mas me consolo com a boa vontade. Não saberei, pois, dar-vos muitas palavras. Dar-vos-ei, porém, o sentimento. E como a essência é a base de toda a conquista, eu estou confortado.
5 Felicito-vos pelo estudo desta noite. O perdão e a piedade são duas teses de expressão profunda para o campo de cogitações dos tempos modernos, em que o homem se viciou com a palavra.
6 Perdoar constitui a execução da verdadeira lei de Deus. Outorgando ao Espírito as novas reencarnações, vemos nessa dispensa de misericórdia o perdão da Lei, que é o Pai.
7 A bênção da Lei veio com o grande esquecimento. Daí se infere que para perdoar é preciso esquecer completamente o mal, a fim de que o bem não pereça.
8 Quanto à piedade, a Lei manifesta as suas luzes concedendo-nos a dor, o trabalho e a experiência.
9 Ter piedade é saber levantar o irmão infeliz, sem afastá-lo do dever, por mais rude que a sua obrigação nos pareça.
10 Exemplificar o perdão é olvidar o mal.
11 Exemplificar a piedade é cultivar o esforço próprio como meio de redenção.
12 Eis nossa pobre contribuição. Desejais que as nossas considerações sejam mais extensas? Certamente que não. Com a característica singela de minha palavra, eu vos trago o coração. E bem sabeis que no coração está sintetizado o próprio Infinito.
Lésio Munácio
Nota da organizadora:
[1] Lésio Munácio é um dos personagens do livro 50 anos depois, ditado por Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier (FEB. 1940). Envergou a personalidade do Rei Dom Dinis, esposo da Rainha Santa Isabel de Aragão, soberano de Portugal e Algarves nos séculos XIII-XIV Foi também o pioneiro português João Ramalho, fundador de São Bernardo de Borba do Campo, em São Paulo. João Ramalho foi contemporâneo do Padre Manoel da Nóbrega (Emmanuel), no século XVI. No século XIX, reencarnou em Portugal, na personalidade de Antônio Gonçalves da Silva, vindo a emigrar novamente para o Brasil, convertendo-se no pioneiro do Espiritismo, em São Paulo. Nessa nova encarnação, ficou conhecido como o benfeitor espiritual Batuíra.
Fonte: http://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Ddt/Ddt40.htm