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João Ramalho e Bartira ou Potira (a flor)
Dois séculos depois vamos vê-lo na figura do português João Ramalho, que vem para o Brasil colônia e se casa com a filha do cacique Tibiriçá, líder dos índios Guainazes,
Junto com os índios protagoniza o episodio histórico da Confederação dos Tamoios.
Veja mais sobre o assunto em A Historia de Paquetá.
João Ramalho por haver se casado com a índia Bartira ou Potira (a flor) selou uma espécie de elo de sangue com aquela tribo que luta ao lado dos portugueses. Após ser batizada, ela recebe o nome Cristão de Isabel Dias [Veneranda (Nosso Lar)].
João Ramalho ainda é contemporâneo dos padres Manoel da Nóbrega (Emmanuel) e Anchieta (Frei Fabiano de Cristo), os quais colaboram, juntos desses, na fundação de São Paulo.
Amigo do Governador da Capitania de São Vicente, Brás Cubas, João Ramalho funda ainda as cidades de Santo André da Borda do Campo e São Bernardo.
Não é, certamente, à toa que vamos vê-lo de volta no estado de São Paulo dando prosseguimento à monumental obra que iniciara no passado.
E, por fim, vamos encontrá-lo no grande pioneiro do Espiritismo, ajudando a implantar a árvore do Evangelho de Jesus na terra chamada por Humberto de Campos de a "Pátria do Evangelho e Coração do Mundo".
Vale ressaltar que espíritos como Batuíra, Bezerra de Menezes, Cairbar Schutel, Euripedes Barsanulfo, entre outros, vieram de certa forma pavimentar a estrada do Espiritismo, antecedendo, inclusive, a vinda de Francisco Cândido Xavier, este último, com certeza, o maior missionário da doutrina codificada por Kardec, depois de Kardec, desdobrando de maneira hercúlea o trabalho iniciado pelo mestre de Lion.
Conhecer a história de pioneiros como Batuíra, sem dúvida, é valorizar a liberdade que hoje desfrutamos para, num país de grandes tradições religiosas como o Brasil, ser espírita consciente de que lá atrás, nas primeiras horas da doutrina que hoje nos consola, houve missionários que o Plano Espiritual nos enviou.
Sob as bênçãos de Jesus
E o amparo de Ismael,
Ei-lo de volta ao Brasil
Destemido e fiel.
Como outrora João Ramalho,
Do distante Portugal,
Cá chegou esperançoso
Em missão especial.
Quando em solo brasileiro,
Aportou inda menino,
Viu que aqui era onde estava
Toda a luz do seu destino.
Desde a capital do Império
Mourejando com ardor
Foi-se embora pra Campinas
Ser humilde lavrador.
Entretanto um apelo
Invisível e constante
O levou à capital
Da divisa bandeirante.
Homem bom e prestimoso
Que São Paulo jamais vira
Era, agora, simplesmente,
O bondoso “Batuíra”!
Mensageiro da esperança
Fez-se archote puro e vivo
Refletindo as claridades
Do Evangelho Redivivo!
Denodado tarefeiro
De incansável devoção,
Eis em cena o Pioneiro
Da Nova Revelação…
Foi, assim, que o missionário,
Com alegria e altruísmo,
Espalhou com seu exemplo
As luzes do Espiritismo…
— Batuíra Pioneiro!…
Ouve em paz nossa oração,
Que elevamos a Jesus
Reluzindo gratidão!
EURÍCLEDES FORMIGA
(Mensagem psicografada em reunião pública no Centro Espírita “Casa de Eurípedes”, em Taubaté-SP, no dia 26 de Dezembro de 2009, pelo médium Ari P. Rangel).
Na imagem retratada, Aimberè, indio chefe dos Tanioios, esta morto. Ao seu lado, segurando seu corpo, está o Padre José de Anchieta que, piedosamente, o acolhe.
Autor: Rodolfo Amoedo Museu de Belas Artes no Rio de Janeiro.